quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sobre sabonetes mágicos


 Bem, faz muitoOOOoOOoo tempo que não faço sabonetes, normalmente uso da granado ou outros que tem aromas legais, tipo, já encontrei até sabonete de romã, mas nada se compara a colocar nossa energia no que vamos utilizar.
Minha base é dos livros do Scott Cunningham. No livro Óleos, incensos e infusões ele recomenda um sabonete fino, que é uma mistura de azeite de oliva com soda caústica - dá um trabalho desgraçado e resseca a pele - dispenso. Mas é puro e você pode adicionar aromas e óleos como também hidratante no sabonete para dar uma amenizada (continuei dispensando).
Eu uso base de glicerina mesmo nos sabonetes. Agora as receitas:
Essa é a receita básica, para fazer outros sabonetes é só seguir esses mesmos passos e acrescentar os outros ingredientes.

Receita para sabonete simples glicerinado
Matérias primas necessárias:

• Base glicerinada para sabonete;
• Panela esmaltada;
• Essência de sabonete de sua preferência;
• Extrato (opcional);
• Lauril;
*Corante alimentício • Papel filme.

Procedimentos

• Colocar a panela esmaltada em banho-maria em fogo baixo (não deixe a temperatura da água muito quente, para evitar que a base ferva);
• Cortar a base glicerinada e em seguida coloque-a dentro da panela;
• Aguardar até o preparo ficar líquido;
• Tirar do banho-maria coloque o corante aos poucos até atingir a cor desejada;;
• Acrescentar 30 ml de essência, 10 ml de extrato e 10 ml de lauril;
Evite mexer muito pois poderá fazer espuma, se fizer borrife com álcool de cereais para retirá-la. Segure com o bastão de vidro a película que se forma e despeje o líquido na forma escolhida; * Borrife álcool de cereais pra evitar a formação de espuma;
• Despejar a glicerina nas formas; • Esperar de 30 minutos a 2 horas.
*Se necessário retire as rebarbas com uma faca sem serra; *Aguarde umas 2 horas para embalar em filme plástico;

Para fazer sabonete de ervas:
Faça um sabonete seguindo a receita básica (acima) e coloque as ervas desidratadas no fundo do molde. Jogue um mínimo de base para sabonete glicerinada derretida, só para prender as ervas e esperar esfriar um pouco. Em seguida, encha o resto do molde com a base não muito quente, para não derreter a que já foi colocada e desprender as ervas.

*Sabonete de limpeza espiritual você coloca sal grosso na base da forma, e acrescenta arruda, mirra e alecrim na essência e despeja na forma.

*Sabonete de Isis
Receita base + 3 partes de óleo de mirra + 2 partes de óleo de olíbano + 1 parte de essência de lótus. Ajuda a desenvolver a consciência espiritual.


*Sabonete da sorte - para mudar sua "sorte" ou para trazer energias positivas.
Receita base + 3 partes de vetiver + 1 parte de laranja ou flor de laranjeira + 1 parte de noz moscada.



*Sabonete de proteção
Receita base + 4 partes de alecrim + 3 partes de majericão + 1 parte de olíbano + 1 parte de louro + 1 parte de menta.


*Sabonete do Sabbath
Receita base + 4 partes de sândalo + 3 partes de alecrim + 2 partes de patchuli + 1 parte de canela + 1 parte de mirra + 1 parte de louro + 1 parte de limão + 1 parte de gengibre. (normalmente não uso limão nas receitas, pois em contato com o sol pode queimar a pele)

domingo, 8 de julho de 2012

Sobre a relaxamento, chakras e mantras

Ao iniciar a prática mágica senti uma necessidade maior de concentração, de acalmar a mente e focar diretamente no ritual. Busquei então informações junto a um amigo que tem maior experiência em meditação e também em sites sobre o assunto e lá vai:
 
✫Somos vibração
".Tudo é vibração, e tudo é impermanente, pois tudo está o tempo todo em movimento. Nossa mente também é movimento, e movimento precisa de harmonia para criar eficiência. Harmonia é ritmo. Assim, afinamos nossa mente como afinamos um instrumento musical, até que ela funcione em harmonia e emita um "som afinado". Segundo o Princípio Hermético da Vibração, tudo no Universo vibra, tudo está em movimento, mais lento ou mais rápido, conforme sua natureza e evolução. Esse princípio pode explicar a eficácia dos mantras e da aplicação de cores na magia, e ambos na função de ativar os chakras. Os chakras são centros de força localizados no duplo-etérico dos animais que captam e distribuem energias de vários planos e frequências, funcionando como uma escada energética: do mais inferior, Muladhara, para o mais superior, Sahashara, a frequência sobe e a energia se torna mais sutil. Por correspondência, o "assim abaixo, também acima", essas vibrações se mostram no plano etérico e astral como as cores do arco-íris. 
Aquele que sabe manipular a vibração pode transformar as coisas ao seu redor, ou quem sabe até criar. Toda oração é invocação ou chamado. Toda palavra/som, primeiramente influi no corpo de quem o emite, e só depois alcança seu objetivo externo. É por isso que tudo que desejamos (e pela palavra cristalizamos) para o próximo, a nós mesmos estamos desejando. De toda palavra inútil teremos que prestar conta. Nossa palavra é nossa lei. 

✫Sobre os mantras
Os mantras são palavras ou sons especiais, que se criam por meio do ritmo e da nota-chave de cada pessoa. O íntimo (Atman), de acordo com nossos pensamentos e aspirações puras, pode nos dar a verdadeira pronúncia das palavras sagradas. O poder magnético da palavra humana é conhecido pelos estudiosos do oculto. Por isso, dar nome a uma pessoa é definir sua vibração magnética exterior, é entregar seu destino a uma ou mais potências ocultas (dar nome a um filho, então, é um ato de extrema responsabilidade, pois é como dar um selo energético para toda aquela encarnação da pessoa).
Os mantras (vocalização de sons e ultrassons), em primeira instância aplicam vibração vocálica para desobstruir meridianos energéticos; em segunda instância, permitem equilibrar os impulsos de introversão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instância, ajudam a obter a aquietação das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação. Mantra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). É significativa tal construção semântica, já que o mantra é muito utilizado para se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência”, denominada intuição linear ou… meditação.
Mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos, modismos e outras alterações constantes por causa da evolução da língua viva. Em se tratando de Yôga, somente o idioma sânscrito é aceito. Nunca devem ser gritados. Vocalize-os com volume de voz moderado. Os mantras-sementes (bij-mantras) despertam e ativam progressivamente cada chacra habilitando-os a realizarem suas funções corretamente, tanto materiais como espirituais. Vocalizar os mantras concentrando na região específica de cada chacra, na ordem sequencial ou cada um separadamente repetidas vezes"

✫Sobre os chakras
Nossa mente trabalha com as mais diversas faixas vibratórias (freqüências), até porque nosso corpo foi criado para captar e processar todas essas energias. Esses receptores são os chakras, que só são visíveis por sensitivos (pois ficam no corpo etérico). Eles captam as energias que nos circundam no etérico, astral e mental e, como um transformador, "convertem" pra um padrão que o corpo possa assimilar. Chakra (roda, em sânscrito) é um centro de Força, que gira como uma roda, captando e irradiando energia como um vórtice, Muita gente acha que os chakras são apenas 7, como no desenho abaixo, mas praticamente cada poro do corpo é correspondente a um chakra no corpo etérico (também chamado de "duplo etérico"). Esses chakras são interligados por uma vastíssima rede de canais, chamados nádis, que por sua vez estão ligados às glândulas endócrinas do corpo físico. Os nadis principais são chamados de Ida (Vai da narina esquerda ao chakra básico. Qualidades: Frio, introspectivo, feminino, yin) e Pingala (Vai da narina direita ao chakra básico. É uma energia ativa, masculina, yang), por onde descem o prana captado pela respiração (que é o meio mais normal de se abastecer de prana, mas não o único). Elas partem de um ponto entre as sobrancelhas (Kutasha - Do sânscrito o ponto mais alto. É o equivalente ao terceiro olho e um ponto importantíssimo para práticas de clarividência) e descem pelo corpo até o chakra básico, onde fica em estado latente a energia Kundalini (do sânscrito enroscada, por isso - e pelo perigo de se controlá-la - se compara a Kundalini a uma serpente). Muito se fala sobre os perigos da ativação da Kundalini, e não sem razão. É preciso haver uma "maturidade energética" para que o corpo etérico desenvolva o canal Sushumna, que é por onde vai ascender a Kundalini. Se esse canal não estiver pronto, a energia descontrolada irá subir pelos nadis Ida e Pingala, que não foram feitos para agüentar uma energia tão forte (equivalente a ter energia de alta tensão correndo por fios caseiros) e poderá trazer seqüelas, desarmonia, doenças, etc. Além do "corpo", é preciso equilibrar a mente, pois a ascensão da Kundalini simboliza o encontro do Céu com a Terra, a energia Criadora, sutil, Divina, que vem do chakra coronário, com a energia Criadora e poderosíssima da Mãe Terra: pensamento e ação em perfeita harmonia. Claro que qualquer desequilíbrio provocará um mal. O excesso de energia sutil poderá atrapalhar o funcionamento do corpo em certas funções, o que é ruim, mas resolvível, enquanto o excesso da Kundalini irá afetar logo a mente, o que é bem mais difícil de solucionar, podendo trazer conseqüências danosas. É por isso que os verdadeiros Mestres não incentivam o desenvolvimento da Kundalini de forma artificial, e sim pela vivência e aprendizado, pois este é um processo natural (evoluir é o nosso destino, mas cada um a seu tempo).
O primeiro chakra, denominado no ocidente como Chakra Base ou Chakra Raiz é o responsável por manter o fluxo de energia ascendente da terra para o corpo. Emocionalmente ele conecta a pessoa ao mundo presente sendo o responsável pelo bom ânimo. Esse chakra também exerce forte influência sobre os demais 'bombeando' energia da terra (telúrica) para cima em direção aos demais centros de energia. Nos pés há chakras secundários, Plantares, que se relacionam diretamente ao Chakra Raiz sendo os responsáveis pela perfeita troca de energia entre o corpo e a terra. A energia telúrica absorvida por esses três chakras, ao ser modificada pelo Chakras Raiz, em seu caminho ascendente aos demais chakras recebe o nome de Kundalini. Técnicas orientais e descrições herméticas relatam o fluxo dessa energia, usando-se a expressão "fogo serpentino", que descreve sua ascensão através dos nadis.
Um exercício muito funcional de vocalização, para quem está começando, é trabalhar a vibração das vogais. Trata-se de alongar cada vogal em vibração contínua até esvaziamento dos pulmões, repetidamente ou em sequencia. Exemplo: “AAAAaaaaa...(três vezes); seguido do EEEeeee... por mais três vezes; IIIIiiiiiii... OOOOOoooo... UUUUuuuu... MMMMMmmmmm...” Dessa forma se alinham os chakras e se permite um relaxamento e meditação mais efetivos.
O espectro visível da luz é decomposto em sete cores primárias, e o que define essas cores é a sua freqüência de ondas (vibratória). A freqüência mais alta - violeta - "vibra" com mais intensidade, ou seja, tem movimentos de onda muito mais rápidos (pois o comprimento de onda é mais curto, fazendo com que mais ondas aconteçam num menor espaço de tempo). O inverso é verdadeiro para a freqüência mais baixa - vermelho. Na matéria densa, sabemos que quanto mais sutil o seu estado, maior a velocidade de movimento das moléculas. Tomemos por exemplo o gelo, que tem uma velocidade de moléculas mais baixa do que a água em estado líquido, e esta, por sua vez, possui uma freqüência mais baixa do que as moléculas de vapor. Como vemos, quanto mais rápida é a velocidade das moléculas, mais "sutil" e sem forma se torna a matéria. Cada chakra "decodifica" uma certa freqüência (e cada uma delas é necessária ao bom funcionamento do corpo), e o que os clarividentes vêem são cores. Então, o chakra que trabalha com as energias mais densas (Muladhara) fica na parte inferior do corpo, e vibra na cor vermelha. Vejamos todos os chakras principais, da freqüência mais alta à mais baixa:
Cor - posição - Nome sânscrito - tradução - bija mantra
violeta - coronário - Sahashara - Lótus de Mil pétalas - Sem mantra
índigo - frontal - Ajña / Agnya - Comando - OM
azul celeste - laríngeo - Vishuda - Purificador - HAM
verde - cardíaco - Anahata - Inviolável - YAM
amarelo - plexo solar - Manipura / Nabhi - Cidade da Jóia - RAM
laranja - umbilical - Swadsthana - Morada propícia - VAM
vermelho - Base da coluna - Muladhara - Raiz / Suporte - LAM 
Apresentamos aqui os sete principais chakras e algumas de suas características:
PRIMEIRO CHAKRA
· cor: vermelho
· está localizado entre a terceira e a quarta vértebras coccígeas (na extremidade inferior da medula espinhal), no períneo. É onde fica a Kundalini (que quer dizer energia da vida).
· manifestação frontal: sua reflexão é na base da coluna ou 10 cm abaixo do umbigo.
· Atuação física: canais da bexiga e do intestino, função reprodutiva, circulatória e nervosa.
· principal função: energia sexual
· experimento: "lutar ou fugir"
· governa: dimensão física
· efeito de energia bloqueada: autovergonha, falta de auto-compreensão
· a energia harmonizada proporciona: trabalho ético e a supressão dos desejos mundanos. SEGUNDO CHAKRA
· cor: laranja
· está localizado entre a quarta e quinta vértebras sacrais, raiz dos órgãos genitais,
· manifestação frontal: sua reflexão é 3 cm abaixo do umbigo para alguns estudiosos, ou no baço para outros.
· Atuação física: na digestão, reprodução e sistema hormonal, secreção biliar.
· principal função: paladar
· experimento: atitudes criativas e sensualidade
· governa: atitudes nos relacionamentos, sexo e reprodução
· efeito de energia bloqueada: pecado, culpa, raiva
· a energia harmonizada proporciona: estruturação e manutenção da saúde e movimentos rápidos
TERCEIRO CHAKRA
· cor: amarelo
· Está localizado na quarta vértebra lombar, no umbigo
· manifestação frontal: sua reflexão está no plexo solar, 4 cm acima do umbigo.
· Atuação física: visão, músculos oculares
· principal função: visão física e mental, percepção de sensações
· experimento: compensação de sensibilidade emocional
· governa: poder pessoal
· efeito de energia bloqueada: ego exaltado, medo, manipulação
· a energia harmonizada proporciona: manutenção do sistema neurovegetativo e confiança
QUARTO CHAKRA
· cor: verde
· Está localizado sobre o coração, na sexta vértebra dorsal.
· manifestação frontal: sua reflexão está no meio do peito.
· Atuação física: circulação, sistema imunológico e endócrino
· principal função: identificação e distinção das emoções alheias, linguagem e percepção de vibrações.
· experimento: amor incondicional e autocura
· governa: doação e receptividade das situações
· efeito de energia bloqueada: insegurança, rancor
· a energia harmonizada proporciona: discernimento, autocontrole e levitação
QUINTO CHAKRA
· cor: azul
· Está localizado entre a quarta e quinta vértebras cervicais.
· manifestação frontal: no centro da base do pescoço, ponto exato do famoso gogó.
· Atuação física: audição, respiração, voz e movimento da língua, produção de saliva e funções bronquiais.
· principal função: audição psíquica
· experimento: expressão verbal da própria verdade
· governa: a comunicação e o julgamento
· efeito de energia bloqueada: ressentimentos, amargura, medo da rejeição
· a energia harmonizada proporciona: conhecimento intelectual e facilidade em aprender línguas, telepatia e leitura de pensamentos.
SEXTO CHAKRA
· cor: azul celeste
· Está localizado no intercílio
· manifestação frontal: na fronte entre as sobrancelhas
· atuação física: intuição, visão de pessoas distantes
· principal função: visão com antecipação das situações
· experimento: natureza espiritual
· governa: imaginação, observação e percepção
· efeito de energia bloqueada: ansiedade e preocupação
· energia harmonizada proporciona: autodomínio sobre a mente, levitação, predição
SÉTIMO CHAKRA
· cor: violeta ou branco cristalino
· Está localizado na glândula pineal, no cérebro.
· manifestação: físsura central ou entre o lóbulo frontal e o parietal.
· atuação física: consciência cósmica, domínio completo da vida nos planos físico e astral.
· principal função: trabalha o Eu espiritual e tem domínio sobre todos os demais veículos do Homem.
· experimento: sentimento de integração com Deus
· governa: compreensão e liberdade
· efeito de energia bloqueada: ódio, possessividade e depressão
· a energia harmonizada proporciona: equilíbrio em todos os chakras
O movimento dos chakras é influenciado pelo controle respiratório natural através do fenômeno de expansão-contração. A cada duas horas os chakras mudam o seu movimento, funcionando ora para o sentido horário, ora para o sentido anti-horário, alimentando a matéria e o espírito ao mesmo tempo.
Por meio da meditação podemos desenvolver essas energias de modo suave sempre começando pelo primeiro chakra.


✫ Sobre relaxamento e respiração ✫

Relaxamento é o primeiro passo para acalmar a mente. Aqui se trabalha a respiração de modo simples, como também a ordenação do corpo para que seja liberto de qualquer tensão. O exercício da respiração consiste em inspirar pelo nariz até preencher completamente os pulmões, reter a respiração por alguns segundos, expirar pela boca levando o mesmo tempo da inspiração, reter a respiração novamente com os pulmões completamente vazios. Tem-se como fazer “contagens dos segundos” das respirações, de forma que inspiração e espiração sejam iguais, e as retenções também iguais com algum tempo a menos que inspiração/espiração, da seguinte forma: inspira por 6 ou 8 segundos, retêm o ar por 3 ou 4 ou 5 segundos, expira na mesma proporção da inspiração (6 ou 8), retêm novamente pelo mesmo tempo. Algumas pessoas têm dificuldades em sentir o coração palpitar no decorrer do exercício, eles colocam a mão ao coração para sentir com mais facilidade. Quando se respirar por alguns instantes, se ordena ao corpo que se relaxe. Independente de estar sentado, deitado, em pé, deve-se relaxar e ordenar ao corpo com a voz imperativa da mente consciente (ordenar calmamente, firme), começando pelos pés, de baixo para cima, até o ultimo fio de cabelo, mais ou menos da seguinte forma: “Pés, vocês que sustentam o meu corpo todos os dias, que me fazem locomover, eu os ordeno, descansem agora, relaxem, liberem toda tensão, eu vos ordeno, relaxem, relaxem, relaxem...” Assim seguir com todo o corpo, de sempre de forma imperativa, até estar completamente relaxado. Alguns sentem o formigamento de alguns músculos, ou movimento em algum órgão. Alguns imaginam uma luz branca iluminando a parte especifica do corpo enquanto ordenam. Alguns pedem ajuda a algum elemental para harmonizar e facilitar o processo.

Uma forma de despertar o Kundalini é pela respiração: Tampa-se a narina esquerda, inspira pela narina direita até o preenchimento completo dos pulmões, fecha-se a narina direita, abre-se a narina esquerda, expira pela esquerda até o esvaziamento completo. Inspira pela mesma narina esquerda (que acabou de esvaziar o ar) até o preenchimento completo dos pulmões, fecha-se a esquerda, abre-se a direita, expira. Inspira pela mesma narina direita (que acabou de esvaziar o ar), fecha-se a direita, e continua o processo. Alguns imaginam um fluxo de energia saindo do ponto do chakra básico, percorrendo toda espinha dorsal, chegando à caixa craniana, descendo até o coração que em seguida expande esse fluxo de energia ao universo.


Fontes:
 www.somostodosum.ig.com.br
Informações cedidas por Daniel Fireman e retidas dos sites:
http://alemdofisico.blogspot.com.br/
http://derosealtodaxv.org.br/blog/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chacra



 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sobre alguns deuses celtas*


Aine 
(Origem Irlandesa) é a rainha das fadas, filha de Eogabail - um rei Tuatha de Dannan.
Deusa lunar, do amor e padroeira dos pastos e gados. Seu nome deriva da raiz Adeh ('fogo'). Governa a agricultura, fertilidade, colheita, os animais e a cura. Assim como, os ritos de amor, fertilidade, magia com as fadas, abundância, separação de relações amororsas dolorosas e na gravidez.
Ela amplia nossa visão e pode facilitar o contato com o mundo das fadas, pode auxiliar na potencialização dos dons extra-sensoriais.
Símbolos: bastão, sinos, flores, trevo de 3 folhas, fitas multicoloridas e harpa.
Dia: sexta-feira
Cores: rosa-claro, branco e azul-celeste
Aroma: Madressilva
Ponta cardeal: leste
Estação do ano: verão
Angus Mac Og/Oengus/Aengus
É um Tuatha de Dannan, filho de Dagda e Boann. Seu nome significa 'aquele que, sozinho, é poderosos'. Deus da juventude, amor, beleza e paixão. A magia de Angus é indicada para: amor, juventude, beleza, pureza de coração, paz de espiríto e paz interior. 
Símbolos: cisne, harpa e lago
Dia: sexta-feira
Cores: rosa, azul-claro e branco
Aroma: baunilha
Pontos cardeais: leste e oeste
Estação: primavera
Arianhrod
Filha de Danu e irmã de Gwydion, é a guardiã da Roda de prata de estrelas. Deusa galesa da reencarnação e da fertilidade, está associada ao reino celestial.  Vive em um reinado estrelado chamado Caer Arinrhod (Corona Borealis). Os celtas acreditavam que Caer Arianrhod era o lugar onde as almas permaneciam após a morte. Arianhrod decidia o destino. Deusa da fertilidade e da Lua Cheia, das estrelas, da regeneração e da reencarnação. Auxilia-nos provendo um vislumbre em nosso passado e nosso futuro, mas deve ser feito de coração aberto.
Seu símbolo é o redemoinho. Ela é a personificação da roda do ano.
Trabalhe com sua energia para acessar outros mundos, conhecer suas vidas passadas, reivindicar o poder feminino, beleza, fertilidade, reencarnação e poder.
Símbolos: espiral, redemoinho, feixe de trigo, lua, roda de estrelas e remo.
Dia: segunda
Aroma: murta
Cores: branca e prata
Ponto cardeal: leste
Estação: primavera
Belenus/Bel

Seu nome significa BRILHO. Deus do Sol e associado a Beltane, cabras e gado. Sua esposa se chamava Belisama. Está relacionado com as fontes curadoras e aos poderes regenerativos do Sol. Associado a Apolo. Belenus é o senhor da luz, do dia, da saúde e da força.
Trabalhe sua energia para saúde, vitalidade, regeneração, renovação, purificação, força, sucesso, brilho, fama e visibilidade.
Símbolos: sol, lança, tocha e mastro de Beltane
Dia: Domingo
Cores: laranja, dourada e vermelha.
Aroma: Cúrcuma
Pontos cardeais: leste e sul
Branwen "O corvo branco"
Filha de Llyr e Penarddun, Deusa galesa do amor, comparada a Afrodite, pois também está associada a sexualidade e ao mar. Representa o espiríto da Terra. Senhora do Lago, vaca branca e coruja branca, Deusa do amor puro e da pureza em todas as suas manifestações. 
Os celtas celebravam Branwen na lua cheia de junho e na lua crescente de cada mês. Restaura a vida e possui os novos inícios e a capacidade de promover reinícios.
Trabalhe sua energia para novos projetos, inspirações, aprendizado, energia, vitalidade, liberdade, fertilidade, amor, pureza, vitória, vencer limites, sensualidade, sexualidade, concórdia, soluções, inícios, inspirações, liberdade e viagens.
Símbolos: pássaros, ventos, mar e crescente lunar.
Dia: sexta-feira
Cores: branco e rosa-claro
Aroma: vetiver
Pontos cardeais: leste e oeste.
Brigit
Deusa tríplice do fogo. Representa o Sabbath de Imbolc e preside o fogo, a beleza e todas as artes. Deusa da lareira, da casa e da forja. Deusa vaca branca, seu simbolismo de dar e sustentar a vida.
Trabalhe sua energia para: fertilidade, amor, cura, inspiração, proteção, harmonia no lar, aprendizado, adivinhação, conhecimentos ocultos e vencer inimigos.
Símbolos: triskle, chama trina, serpentes, torc, sol e espiral.
Dias: segunda, terça e sexta
Cores: vermelho, laranja e verde
Aroma: zimbro
ponto cardeal: todos
Ceridwen
Deusa do submundo. Grande porca branca. Grande iniciadora dos mistérios sagrados. Seu caldeirão é o símbolo do nascimento, por intermédio dele e nele, toda a transformação é possível. Deusa da Lua, natureza e dos grãos. Governa a morte, fertilidade, regeneração, inspiração, magia e o uso sagrado das ervas.
Trabalhe sua energia para magia, regeneração, transformação, conhecimento, sabedoria, banir o mal, encantamentos e fertilidade.
Símbolos: caldeirão, porca branca e gato branco
Dia: segunda
Cores: preta, branca e vermelha
Aroma: eucalipto
Ponto cardeal: norte
Cernunnos
Fertilidade e abundância também estão associados ao reino do submundo. Deus da natureza, sua forma híbrida de homem e animal está associada aos primeiros xamãs. Deus negro, senhor do submundo é ele quem conforta as almas e mostra o caminho que elas devem seguir no outromundo.
Trabalhe sua energia para magia, fertilidade, poder, força, masculinidade, energia vital, sexualidade, fertilização e crescimento.
Símbolo: phallo, serpente, lança, chifres, pele de animais e folhas verdes.
Dias: domingo, terça e quinta
Cores: verde, marrom e preta
Aroma: almíscar
Ponto cardeal: norte
Sabbath: Samhaim.
Dagda - deus dos druídas
É absoluto, guerreiro, artesão, agricultor. Possui um caldeirão mágico que pode reviver os guerreiros mortos em batalha. É o senhor da roda da vida. Pai de Lugh, Ogma, Badb, Brigit e Donn (deus dos mortos).
Trabalhe sua energia para abundância, fartura, poderes mágicos, fertilidade, riqueza, prosperidade e solução de problemas impossíveis.
Símbolos: clava, harpa, caldeirão, bastão, espada, pedra fálica.
Dia: quinta
Cores: púrpura, verde e branca
Aroma: tabaco
Pontos cardeais: todos
Danu/Dana/Anu/Don/Dunav/Donau
Grande Deusa Mãe dos celtas, consorte de Dagda, associada a Dione e Diana. Mãe de todos os deuses e fadas. Senhora da Magia, rios, águas, fontes, conhecimento. Ela é a Terra e o rio. Protetora dos magos e dos druidas. Trabalhe sua energia para fertilidade, crescimento, força, inovação, germinação, conhecimento, força, inovação, germinação, conhecimento, sabedoria, riqueza, prosperidade e fortuna.
Símbolos: montanhas, pedras, feixes de trigo e seixo de rio
Dia: quinta
Cores: verde, marrom e preta
Aroma: orquídea
Pontos cardeais: todos
Estação do ano: primavera e outono.
Dian Cecht
Pai da cura, de Airmind e Miach. Patrono da Medicina. Sacrificou o 'terrível bebê' de Morrigu. Transpassou o coração da criança e encontrou 3 serpentes que podiam matar o que tocassem. É avô de Lugh. Trabalhe sua energia para cura, renascimento, regeneração, todos os tipos de magia, curar feridas.
Símbolos: fontes, folha de prata, dente-de-leão
Dia: quarta-feira
Cores: verde e amarela
Aroma: canela
Ponto cardeal: norte.
 Gwydion - "Aquele que fala de poesia"
Irmão de Gilfaethwy e Arianrhod e sobrinho de Math fab Mathonwy. Nasceu misteriosamente de pais desconhecidos e aprendeu as artes da eloquência, da magia e da guerra. Considerado filho de Don, que governa a terra dos mortos. Deus civilizador, doador de benefícios da vida e propagador das artes. Considerado o Druida dos Deuses e  o Feiticeiro e Bardo do Norte de Gales. Era, ao mesmo tempo, um encantados e guerreiro-mago, capaz de provocar ilusões e curas por meio da sua magia. Trabalhe com sua energia para cura, poder, ilusão, mudança, magias, superação de dificuldades, eloquência, poesia, artes, guerra, mudança de forma e trabalhos com animais de poder.
Símbolos: cavalo branco, porca, lobo e harpa.
Dia: quarta
Cores: amarelo, verde e azul-claro
Aroma: freixo
Ponto cardeal: leste
Lugh/Llew Llaw Gyhes/Lugos/Lug
Deus celta, representa o triunfo da luz sobre a escuridão. Deus sol, deus guerreiro, médico druída, bardo, ferreiro, cervejeiro. Deus da guerra e das artes mágicas. Suas armas sagradas são o estilingue e a lança. É o pai do grande herói Cuchuláin. Deus do céu, conectado com o fogo, com o sol e com o tempo. É visto como protetor e guia de seu povo. São as águias e os corvos, que se mantêm vigilantes sobre tudo aquilo que acontece na Terra. Utilize sua energia para sucesso, prosperidade, riqueza material, vitória, reconhecimento, artes, inspiração, inteligência e habilidades.
Símbolos: sol, lança, estilingue, torc, águas, corvos, harpas, espada, tabuleiro de xadrez e martelo de ferreiro.
Dia: domingo
Cores: laranja, amarelo, dourado, vermelho
Aroma: louro
Ponto cardeal: sul
Macha
Personificação da batalha. Macha estava associada ao costume céltico da caça as cabeças, as cabeças decapitadas nas batalhas eram colhidas como troféus. Também foi associada à fertilidade, as colheitas.Ela simbolizava o Sol esquentando a Terra. Possui vários aspectos e vai desde profetisa à guerreira, rainha ou noiva que vem do mundo sobrenatural. Representa a totalidade e os três níveis do ser: físico, mental e espiritual. Ela é tanto deusa da batalha e da guerra como a que traz a fortuna e a prosperidade. Deusa égua, reflete o posicionamento da mulher celta, como curandeira, guerreira, tecelã, governante e transmissora do conhecimento. Macha é uma deusa primordial para o entendimento dos poderes da Terra. Trabalhe sua energia para guerra, magia, profecia, resgate da dignidade feminina, fertilidade, energia, poder, colheiras, fortuna, prosperidade, fartura, abundância e cura.
Símbolos: cavalo, terra, corvo e lança
Dia: terça
Cores: branca, vermelha e preta
Aroma: tussilagem
Ponto cardeal: sul
Manannan (celta)/Manawyddon(galês)/ Manannan Mac Lir (Manannan filho de Lir)
Deus celta dos mares, previa o bom e o mal tempo. Ele é o regente da Terra da bem-aventurança. Manannan cavalga nas ondas com seus cavalos marinhos (evoca Poseidon e Netuno). Guerreiro muito belo com don de se metamorfosear. É um poderoso Deus e o simples agitar de sua capa pode alterar o destino dos deuses e homens. Deus da juventude eterna. Trabalhe sua energia para proteção, força, clima, marés da vida, artes, comércio, renascimento, vitória, equilíbrio e adivinhação.
Símbolos: vara amarela e dardo vermelho, barco, âncora, cavalo-marinho e espada.
Dia: quinta
Cores: azul, violeta, roxo e verde
Aroma: madressilva
Ponto cardeal: oeste
Ogma/Ogmios
Deus guerreiro - orador. Um dos três principais guerreiros dos Tuatha, ao lado de Lugh e Dagda. É o senhor da eloquência, da poesia e criou o Ogham. Marido de Eton, filha de Dion Cecth, com quem teve um filho chamado Cairpe. Assemelha-se a Mercúrio. Trabalhe sua energia para eloquência, persuasão, poesia, força, inspiração, magia, feitiços, artes, músicas e divinação.
Símbolos: sacola de grou, ogham, espada e harpa.
Dia: quarta
Cores: verde, amarelo, marrom, branco e vermelho.
Aroma: aneto
Ponto cardeal: leste
Rhianon
Deusa celta da fertilidade, outromundo e dos sonhos. Divindade lunar simbolizada por um cavalo branco. Irmã de Brigit. Linda mulher vestida de verde e uma guilanda de flores na cabeça, olhos e cabelos castanhos. Deusa da mudança, do movimento e da magia. Deusa da morte com pássaros de canto suave que levavam ou trazem a vida. Podiam curar doenças, tristezas ou pânico. Personificação da vida, da morte e do renascimento. Deusa da transformação. Use sua energia para sonhos, mudanças de forma, pesadelos, bom sono, bondade, pureza, sexo, magia, prosperidade, ampliar habilidades, vencer inimigos, paciência, autoconfiança, mudanças, cura, liberdade, afastar tristeza.
Símbolos: cavalo, pássaro e chifres
Dia: segunda
Cores: branco, esmeralda e dourado.
Aroma: agrimônia
Ponto cardeal: leste

* Fonte: A Arte da invocação - Claudiney Prieto



terça-feira, 26 de junho de 2012

Oráculo das deusas

Hoje comprei mais um Tarot, é o Oráculo das Deusas da Editora Pensamento, dei uma folheada e me conectei legal com estas cartas, as gravuras são bonitas e uma coisa legal é que a cada carta a autora recomenda um ritual ou uma meditação de conexão com a Deusa.


Morrighan é a deusa cuja carta corresponde ao ritmos e nela a autora escreve:

"Quando danço com a Vida
danço com meu próprio ritmo
mantenho meu compasso
Minhas marés anímicas estão alinhadas e fluem 
com a minha pulsação: minha expressão única.
Reverenciando a mim mesma
eu reverencio tudo.
Quando você dança com a Vida 
qual é o seu ritmo?
Ele é rápido ou lento
lépido ou litúrgico
repetitivo ou em constante mudança?
Você deixa o ritmo servi-la
ou abatê-la
acalmá-la
ou agitá-la
encorajá-la 
ou perturbá-la?
Você sabe?"
Extraído o Oráculo das Deusas de Amy Sophie Marashinsky. Ed. Pensamento.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sobre a Lei da Bruxaria








A Lei da Bruxaria respeita com perfeito amor, confiança perfeita:

Olhos brandos, toque leve
fala pouco, nada deve.
Viva bem e deixe viver,
dê o justo para assim receber.
Se precisa de algo com razão
ao orgulho não dê atenção;
E ao tolo é melhor evitar
ou arriscas a ele te igualar.
Três vezes o círculo traça
assim todo o mal afasta.
E para firmar o encanto
entoa em rima ou em canto.
Nove madeiras no caldeirão
queima com pressa e lentidão
Mas a árvore anciã, venera,
se queimares o mal te espera.
Pelo horário a crescente se levanta
com alegria a reza canta
Quando a lua ao topo chegar
teu coração se deixa levar.
Pelo anti-horário a minguante vigia
e entoa a reza sombria.
Quando esta nova, a lua,
beija duas vezes a mão nua.
Para o poderoso vento norte
tranca as portas e boa sorte.
Do sul, o vento benfazejo
do amor te traz um beijo.
Quando vem do oeste o vento
vem os espíritos sem alento.
E quando do leste ele sofrar
novidades para comemorar.
13 luas de prata casa ano tem
e 13 são os covens também.
13 vezes danças com alegria
saudar cada precioso ano e dia.
O mundo comum não deve saber
o que no sabá se faz conhecer.
O mundo do além também não dirá
a grande magia que se realizará.
Quando quer que o mal disponte
usa uma estrela na fronte
da Lei lembra também:
3 vezes 3 o mal, 3 vezes 3 o bem.
Cultiva no amor a sinceridade
para receber igual verdade
Em resumo se prefere praticar:

Faz o que queres, sem mal algum causar!






domingo, 24 de junho de 2012

Oferendas à Morrigham

Relendo as anotações do meu Livro das Sombras, notei que tenho 'caprichado' nas oferendas à Morrigham quando a Lua está crescente e a Deusa está em sua face donzela. As velas sempre são vermelhas mas utilizo aromas mais adocicados tanto na unção da vela, quanto no aroma dos incensos.
Um sacerdote uma vez me falou que, normalmente, quando se cultua uma deidade que é guerreira, precisa adocicá-la devido a sua "sede" por sangue e guerras e isto para o cotidiano é meio difícil de lidar. Tomei isto como um conhecimento tão válido e associei a imagem da donzela e sempre que a lua está crescente "adocico" minhas oferendas à Morrigham. O processo de escolha foi muito natural "alimento-a" com vela, incenso e flores. Claro que, deve seguir a intuição e ao desenvolver a comunicação com o Deus ou Deusa que te rege e fazer o melhor acordo de que forma o mesmo será reverenciado (a). Uma sacertodisa amiga minha que tem como Deusa regente Lilith oference energia corporal quando a lua está minguante. Não apenas a energia dela, de todas que estiverem perto dela. Uma verdadeira vampira de energia neste período (rs) chega a  ser engraçado, quando sinto que ela está sugando a energia lembro qual a lua que está regendo e a bloqueio logo. Mas é inofensivo.
Mas voltando a dedicação a Morrigham, antes fazia as oferendas dia de sábado e depois li em algum lugar que era dia de terça-feira. Depois li que, era tanto dia de sábado quanto dia de terça. Mas como acho sábado uma energia mais forte para banir e afastar coisas, decidi manter a terça como foco para dedicação à Morrigham.
O meu grande desafio atual está em vislumbrar Morrigham com sua face donzela, tive incrustada a imagem de Morrigham apenas como anciã, e o seu aspecto de Donzela ainda está se formando como imagem e ações para mim, mesmo Ela aparecendo para mim com uma mulher jovem, tanto nos meus sonhos como nas minhas visões.
Abaixo meu altar para a Donzela Morrigham nas duas últimas lunações:

domingo, 17 de junho de 2012

Um pouco sobre a roda mista e o solstício de inverno



 
Neste ano o solstício de inverno será no dia 20.06 precisamente as 20h09. Eu, como solitária sempre segui a roda do ano do hemisfério sul, mas depois de um tempo certas celebrações passaram a se tornar estranhas para mim (Beltane próximo a Finados) a proximidade destas começaram a dificultar a minha conexão com a egrégora do sul. Neste ano, no Beltane (HS) junto com alguns amigos fundamos um grupo chamado Círculo Árcade e neste Círculo decidimos celebrar a roda mista pois, alguns participantes em sua forma solitária celebrava a roda norte enquanto eu e outro amigo, seguimos a roda sul. Nossa decisão foi de celebrar os Sabbats pelo hemisfério norte e os solstícios e o equinócios pela roda sul. Isso foi facilitado por decidirmos celebrar os Sabbats a partir de sua mitologia desvinculadas as estações do ano, sim é possível =) e celebrar os solstícios e equinócios a partir das estações que estamos vivenciando.
Esta forma de celebrar ainda está em período de adaptação, estamos nos conectando tanto com o aspectodo da celebração dos deuses como a adaptação também se dá no queu tange o grupo, já que fomos solitários por muito tempo.
Isso resulta em um investimento de tempo e de estudo para respeitarmos a sincronia do grupo como também das egrégoras e do que queremos atrair e celebrar.
E nestas pesquisas encontrei no livro Cozinhando com os Deuses da Jussara Machado uma associação que me interessou sobre a celebração da roda mista, como as estações do ano em algumas regiões do Brasil não são tão determinadas como as estações do hemisférios norte (principalmente aqui no nordeste) ele sugere a adaptação com os alimentos típicos da estação, lá vai:

" Como a celebração do solstício de inverno no Brasil coincide com a época das festas juninas, nada mais original que usar alguns elementos dessas festas, como o milho, a batata-doce, e a mandioca (macaxeira), sendo uma ótima maneira de reverenciar a nossa Natureza. Se estiver fazendo frio e você tiver um jardim, uma fogueira é excelente idéia. O quentão de vinho cai muito bem para esse dia, geralmente mais frio no Brasil, dependendo da região em que você mora. 
Como este é o dia na qual a noite é mais longa, se preferir ressaltar as energias lunares, mais presentes nesse dia, decore sua mesa com velas prateadas, rodeadas de sal grosso; encha seu caldeirão com água e folhas verdes (as folhas de todas as plantas são regidas pela Lua) e coloque-o no centro da mesa. Prepare pratos que levam ingredientes consagrados à Lua, como abóbora, arroz, tomate, banana, pepino.
Esse é um excelente dia para fazer uso de oráculos e fazer sortilégios de todo tipo, pois as energias lunares estão agindo mais fortemente na intuição".

Outra fonte de pesquisa legal é do site: http://www.templodeavalon.com

"Solstício de Inverno
Festival comemorado no dia 21 de junho, que em gaélico chama-se Meitheamh, marcando o início das noites frias. Em galês é conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Inverno, uma versão poética, que relaciona o Solstício de Inverno às lendas do rei Arthur, como Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais brilhante do Hemisfério Norte, que celebra este festival no dia 21 de dezembro. No Calendário Coligny este dia foi marcado como "Deuorius Riuri".
Este é um período de fortalecimento interior e de total movimento descendente. No Solstício de Inverno os poderes da noite e as energias da terra atingem seu ápice.
O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e de mudanças, o recolhimento na total escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando as esperanças e as energias.
As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece. A partir desta data, a luz solar começa aumentar gradativamente, apesar do tempo frio.
O festival do Solstício de Inverno representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e à realização de amuletos voltados para a proteção. Aproveite, também, para queimar nas chamas do fogo, em seu caldeirão, tudo aquilo que não quer mais em sua vida.
Ornamente seu altar com folhas de figueira, azevinho ou cipreste, assim como o pinheiro que simboliza a renovação e o crescimento, além de elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas, para simbolizar o Sol e elevar os ânimos. Honre a Grande Mãe e o renascimento do poder solar, como a esperança do retorno da luz. Que assim seja!"

Paralelo a isto encontrei umas receitas da Rita Taraborelli  no site http://www.pratodepapel.com/

Bolo de Lua

2 xícaras de abóbora paulista cozida e amassada
4 xícaras de farinha de trigo branca (se quiser substitua por integral)
1 colher de sopa de mel
1 colher sobremesa de sal marinho
2 colheres sopa de fermento biológico granulado
1/2 xícaras de água
Por volta de oito ou nove da noite misture a água com o fermento, 3 colheres de sopa da farinha e o mel, mexa até formar um mingau. Deixe descansar até formar algumas bolhas, assim confere se o fermento esta vivo.
Em um recipiente coloque o purê e o mingau, mexa bem e aos pouco vá acrescentando o sal e a farinha, continue mexendo até despregar das mãos e formar uma massa macia.
Polvilhe uma bancada com farinha e transfira o pão, amasse por alguns minutos até que a massa fique bem homogênea e elástica, se necessário adicione mais farinha. Coloque a massa de volta no recipiente, polvilhe farinha e cubra com um guardanapo de algodão.
Deixe a massa crescer e dobrar de volume sob a Lua cheia, se estiver frio.
Caso esteja calor deixe a massa crescer na geladeira.
Pela manhã, assim que o pão tiver crescido, retire todo o ar e então molde 2 pães, descanse a massa até dobrar de volume novamente, só que agora no sol, e asse em forno quente por 40 minutos ou até dourar.
 

Risoto de milho verde e ervas

(6 porções)

Ingredientes:

1 1/2 copo de arroz arbório
8 sabugos de milho verde debulhados
1 alho poró picado
1 folha de louro
5 dentes de alho picado
1 punhado de orégano fresco
1 punhado de salsinha picada
1 punhado de cebolinha picada
1 punhado de folhas de manjericão
1 punhado de folhas de hortelã picada
1/2 xícara de queijo pecorino ralado ou parmesão
1 xícara de tomate cereja em metades
1 taça de vinho branco seco
2 litros de de legumes
sal a gosto
Nos moscada a gosto
3 colheres de sopa de manteiga

1. Refogue o alho poró, o alho e o louro em uma colher manteiga até dourar. Adicione o arroz e mexa bem.
2. Acrescente o vinho e mexa até evaporar.
3. Adicione o milho e o sal e cubra com caldo de legumes, mexa bem. Sempre que o caldo secar adicione mais caldo e mexa, siga neste fluxo até o arroz e o milho cozinharem (cerca de 10-15 minutos).
4. Assim que os grãos estiverem cozidos adicione mais uma concha de caldo e desligue o fogo. Adicione as ervas, o tomate, a manteiga, o queijo e a noz moscada e mexa bem. Prove o tempero e sirva.

Bolo de milho

com toque de coco.

3 xícaras de milho
1 xícara de leite de coco
1 xícara açúcar demerara
3 ovos
1 pitada de cravo em pó
1 pitada de sal marinho

1. Bate tudo no liqüidificador e despejar em uma forma untada com manteiga.
2. Assar em forno pré-aquecido a 180 graus por 50 minutos ou até dourar.